Era uma vez dois vizinhos chamados Celso e Ernesto.
Celso e Ernesto viviam em um bairro muito tranquilo, onde não eram necessários muros cercando as casas.
Celso tinha um jardim, e estava tendo problemas com ratos que vinham da rua para estragar suas flores. Celso então comprou um cachorro e o colocou no quinta de sua casa para que esse atacasse os ratos.
O cachorro podia andar por todo o quintal de Celso, porém, ele ficava preso a uma corrente que o impedia de chegar ao quintal de Ernesto ou de outros vizinhos.
Os ratos, percebendo que o cachorro estava preso começaram a entrar no jardim de Celso através do quintal de Ernesto. O cachorro até os perseguia, mas quando ele estava para pegar os ratos, estes entravam no quintal de Ernesto e alí ficavam escondidos em segurança.
Essa situação se repetiu várias vezes, até que um dia, ao ver os ratos dormindo no quintal de Ernesto, o cachorro avançou com tanta fúria, que partiu a corrente e os matou, ali mesmo no quintal do vizinho.
Ernesto, ao ver que seu quintal fora invadido pelo cachorro, reclamou com Celso de que ele estava errado em deixar seu cachorro invadir o quintal alheio. Celso justificou que o motivo era caçar os ratos que tanto o incomodavam, ainda assim pediu desculpas a Ernesto, e as coisas pareciam que se acalmariam.
Porém Celso e Ernesto tinham um vizinho em comum, Vinicius, que ao ver a situação incomoda entre os vizinhos, tratou de levantar uma cerca de arame-farpado em sua propriedade, e de soltar seus cães, para prevenir um ataque do cachorro de Celso.
A atitude de Vinicius levou Ernesto a fazer o mesmo, e os vizinhos passaram a trocar acusações.
Ernesto acusava Celso de instruir seu cachorro a atacar os ratos em seu quintal. Celso contra-atacava alegando que Ernesto sabia que os ratos usavam seu quintal para se esconder do cachorro, e que não tomava providencias para contê-los.
Os ânimos foram se esquentando, e tanto Celso como Ernesto passaram a peregrinar pelas casas dos outros vizinhos contado a história à partir dos seus pontos de vista.
Os vizinhos então se reuniram no conselho do bairro, a fim de definir quem estava errado, Seria Celso? Seria Ernesto?
A discussão no conselho do bairro e as fofocas entre vizinhos continuam até hoje. Talvez Celso e Ernesto se entendam, talvez botem seus cachorros pra brigar. Em caso de briga, talvez Vinicius solte seus cachorros para ajudar os de Ernesto.
Celso conta com a ajuda dos (muitos e bem equipados) cachorros de Eustáquio, um amigo que mora em um bairro vizinho, mas que vive de olho em todos os bairros da cidade.
No meio de todas essas incertezas, a única coisa que se sabe é que os ratos estão soltos e transitam livremente por baixo das cercas de arame-farpado.
E nessas horas ninguém lembra de propor um acordo para acabar com os ratos.
Ps: Os vizinhos Vinicius e Eustaquio merecem capitulos à parte só pra eles.
O pior é que um certo ex-operário-fingido, não toma posição em nada e ainda por cima participa de um forum onde os ratos são membros…
Por: Tiago Albineli Motta em 15/03/2008
às 14:49